Vale a pena criar um Substack em Português

Vale a pena criar um Substack em Português? (Análise do Mercado Brasileiro)

Se você é um criador de conteúdo no Brasil, provavelmente já se perguntou: “O Substack funciona para mim ou é apenas uma febre dos Estados Unidos?”. É comum ter receio de investir tempo em uma plataforma estrangeira, especialmente quando o assunto é cobrar em Real ou lidar com gateways de pagamento internacionais.

A resposta curta é: Sim, nunca houve um momento melhor para criar um Substack em português. O mercado brasileiro de newsletters está em plena fase de maturação, e quem chegar agora vai beber água limpa.

Nesta análise, vamos entender por que a barreira do idioma e da moeda não são mais obstáculos, mas sim uma oportunidade.


1. A Ascensão da “Economia do Cuidado” no Brasil

O público brasileiro cansou do barulho das redes sociais. O algoritmo do Instagram entrega cada vez menos, e o Twitter (X) tornou-se um ambiente de alta polarização. Isso criou o cenário perfeito para as newsletters.

  • Cultura de E-mail: O brasileiro é um dos povos que mais utiliza e-mail e aplicativos de mensagem para se informar. A newsletter surge como um “oásis de curadoria” em meio ao caos das notificações.

  • Exemplos de Sucesso: Nomes como Pablo Villaça, Gaia Passarelli e newsletters como a Mala e a The News (mesmo em outras plataformas) provam que o leitor brasileiro está disposto a abrir o e-mail e dedicar 10 minutos à leitura de qualidade.

2. O Stripe no Brasil: Receber em Real é Simples

Um dos maiores medos era: “Como vou cobrar meus assinantes?”. O Substack utiliza o Stripe como processador de pagamentos.

  • Aceitação Total: O Stripe opera oficialmente no Brasil. Isso significa que seus leitores pagam em Real (R$) com cartões de crédito nacionais e internacionais.

  • Depósito Direto: O dinheiro cai na sua conta bancária brasileira já convertido (ou diretamente em Real, se configurado), descontando apenas as taxas da plataforma (10%) e do processador.

  • Pix? Embora o Substack nativamente foque em cartão, o mercado brasileiro já pressiona por integrações. Por enquanto, o cartão de crédito recorrente é o padrão ouro para assinaturas, e o público brasileiro já está acostumado a isso (Netflix, Spotify, etc.).

3. Taxas de Conversão e Engajamento

Dados de mercado indicam que o engajamento em newsletters no Brasil costuma ser superior à média global em alguns nichos.

  • Taxas de Abertura: Enquanto no mercado americano uma taxa de 30% é considerada boa, no Brasil, newsletters de nicho bem segmentadas costumam bater 45% a 55% de abertura.

  • Conversão em Assinantes Pagos: A média global é que 2% a 5% dos seus leitores gratuitos se tornem pagos. No Brasil, essa métrica se mantém estável, especialmente se você oferece valor prático (finanças, carreira, educação) ou entretenimento de alta qualidade.

4. Vantagem Competitiva: O “Oceano Azul”

Diferente do mercado de língua inglesa, onde existem dezenas de newsletters para cada micro-nicho, no Brasil ainda existem lacunas enormes.

  • Baixa Concorrência Profissional: Existem muitos blogs, mas poucos criadores usando o Substack com estratégia de SEO e funil de vendas.

  • Autoridade Rápida: Ser “o primeiro” ou “o melhor” do seu nicho no Substack Brasil hoje é muito mais fácil do que tentar crescer um perfil do zero no Instagram ou TikTok.


Veredito: É hora de começar?

Desafio Realidade no Brasil
Idioma A interface de leitura é limpa e intuitiva para o brasileiro.
Pagamento Stripe funciona perfeitamente com bancos e cartões locais.
Público O brasileiro valoriza curadoria e proximidade (comunidade).
Moeda Você define o preço em Real, evitando sustos com o câmbio para o leitor.

Conclusão: O Substack em português não é apenas viável; é uma das estratégias mais inteligentes para 2026. Ele permite que você saia da “corrida dos ratos” dos algoritmos e construa um ativo real: uma lista de pessoas que te dão permissão para entrar na caixa de entrada delas.


Você tem medo de que o seu nicho seja “específico demais” para o público brasileiro?